sábado, 6 de março de 2010

DOMINGO MUSICAL NO DRAGÃO DO MAR

Show da Orquestra Vidros Mágicos Dias: 14 e 21 de Março (domingo) Hora: 18:00 hs
Local: Auditório do Dragão do Mar

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

REPORTAGENS DO DIÁRIO DO NORDESTE E O POVO


 











REPORTAGEM JORNAL "DIÁRIO"

SHOW

Orquestra Vidros Mágicos estréia

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Orquestra Vidros Mágicos: grupo de músicos liderado por Ré Campos faz sua primeira apresentação

Idealizada e concretizada pela musicista e psicóloga Ré Campos, a Orquestra Vidros Mágicos faz seu show de estréia hoje à noite, no Hotel Mareiro

Reggae, balada, samba, tango, forró... Composições próprias, interpretadas pela cantora, compositora e musicista Ré Campos, também envolvida diariamente com o universo da psicologia no Hospital de Messejana e no Caps. Entre uma base harmônica de violão, violino e teclado, além de um cajón, em arranjos de Ítalo Almeida, Ré acrescentou os instrumentos idealizados, elaborados e batizados por ela, entre outros já conhecidos: assim, reco-reco, triângulo, carrilhão, pau-de-chuva, cítara, vibrafone, cowbell, udu, xequebum, atabaque, timbales, repique convivem com o "cogumelo de luz", o "vidrofone", a "taça gigante", a "churrasqueira mágica", o "bongô de luz", o "pote de mel", a "estrela do mar" e as "taças mágicas". É a Orquestra Vidros Mágicos, que faz sua primeira apresentação às 20h de hoje, no Hotel Mareiro, na programação da XXXII Jornada Cearense de Psiquiatria.

"Faço tudo sem patrocínio, bancado por mim mesma. Não gosto nem de pensar no quanto já investi", diz a musicista, insistindo para divulgar que precisa de apoiadores e também de um produtor. E olha que ela tem corrido atrás.

Além de buscar o apoio dos músicos para ensaios e para a adaptação aos instrumentos, inclusive para os arranjadores Carlinhos Crisóstomo e Rodrigo Santos, já gravou com eles três clipes que podem ser conferidos no www.orquestravidrosmagicos.blogspot.com.

Vidros sonoros e mágicos

Entre os músicos que a acompanham, a também psicóloga Ana Cristina Kichler se empolgou tanto que tratou de ela mesma criar um ganzá, um pau-de-chuva e um carrilhão, também de vidro.

"Alguns instrumentos têm sua estrutura de aço, claro, como é o caso da kalimba, mas a maior parte tem sua sonoridade produzida pelo som do vidro mesmo", descreve Ré Campos. Os aspectos futurista e até surreal de sua orquestra são ressaltados pelo uso de capas de chuva transparentes, óculos com luzes verdes e azuis, além de um circuito de luz no interior dos instrumentos.

Ré sugere uma relação realmente mágica com seus novos elementos musicais. "Em Simplício Mendes, no interior do Piauí, onde morava, havia uma ligação muito intensa com a luz e o vidro. Brincava com vaga-lumes em vidros, tinha o fogão à lenha da minha avó e ainda a imagem de minha mãe, farmacêutica, colocando as injeções de vidro para ferver. Acho que tudo isto permanecia em meu imaginário, até eu ter o insight de criar a orquestra". (HN)

Mais informações
Show da Orquestra Vidros Mágicos. Hoje, 21h, no Hotel Mareiro (Avenida Beira-Mar, 2330). Aberto ao público. Contatos com Ré Campos: 8798-8338.
www.orquestravidrosmagicos.blogspot.com

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

AGENDA

Orquestra Vidros Mágicos - IV Festival BNB do Rock - Cordel

16/01(sábado) ás 16:45hs
No Centro Cultural BNB
Rua Floriano Peixoto, 941 - centro


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Apresentação

Orquestra Vidros Mágicos é o mais recente projeto da cantora, compositora,psicóloga e instrumentista Ré Campos, que traz na transparência da matéria prima elegida o conceito e o ideal de compor e executar a música em um universo nunca antes explorado. Através de instrumentos inovadores feitos de vidro e desenvolvidos pela musicista em um trabalho de pesquisa e aperfeiçoamento de sua musicalidade, criou-se um formato inédito de apresentação e visualização.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

REPORTAGEM JORNAL "O POVO"

Música de vidro

O vidro é matéria-prima para o som do novo projeto da musicista Ré Campos. Acompanhada da Orquestra Vidros Mágicos, ela apresenta repertório autoral com percussão transparente

Alinne Rodrigues
alinnerodrigues@opovo.com.br

23 Set 2009 - 01h53min


No interior do Piauí, quando, toda noite, a cidade ficava sem luz, a menina Ré corria para brincar com os vagalumes. Seu passatempo favorito era prender os insetos brilhantes em potinhos de vidro, só para ficar vendo-os acendendo e apagando. Mulher feita, formada em Psicologia e especializada em musicoterapia, Ré Campos teve vontade de revisitar o tempo de criança. No lugar da madeira e da cabaça, que normalmente servem de matéria-prima para instrumentos de percussão, o vidro. Pegou as músicas que havia composto ao violão anos antes e decidiu lançá-las acompanhada de uma orquestra que tocasse superfícies transparentes.

Foram oito meses fabricando os instrumentos. "Conheci um rapaz, o Victor Portela, que faz casinhas de vidro, e perguntei se ele conseguiria copiar alguns instrumentos. Ele fez calimba, pau de chuva, agogô, vidrofone e ganzá", lembra. "Depois, procurei um vidraceiro e fiz mais um carrilhão e três cítaras, de espelho e vidro". E não quebra? "Quebra, mas a gente substitui", responde, despachada.

Hoje são oito as percussões na Orquestra Vidros Mágicos. ``Queria apresentar minhas músicas de forma inovadora. Nunca vi isso em canto nenhum. A sonoridade do vidro é diferente, o show é apresentado no escuro, iluminado só pelas luzes dos próprios instrumentos. Outro diferencial é que é uma orquestra, mas não é música instrumental``, orgulha-se a cantora.

Mas como fazer para simular os vagalumes da infância dentro dessas percussões transparentes? ``Eu mesma coloquei os circuitos das luzes, com um botão de liga e desliga em cada um. E olhe que não sou engenheira!``. De janeiro para cá, ela formou a Orquestra, ensaiou com mais 12 músicos e aproveitou o tempo para continuar enlouquecendo nos timbres diferentes do vidro. ``Onde tem vidro, eu vou. Loja de jardinagem, decoração. Até meu sobrinho arrancou uma luminária do jardim e me deu de presente escondido da mãe``, ri-se.

Nas mãos da musicista, tudo vira som. ``Tem instrumentos que eram um vaso, e foi só virar de cabeça para baixo e tocar, como o cogumelo de luz, que eu criei. Outro que inventei foi o rean, que tem som de triângulo, jam block e mais dois cubinhos com sons grave e agudo``, diz.

A estreia da Orquestra Vidros Mágicos de Ré Campos acontece hoje, em um local inusitado: o hotel Mareiro, na Beira Mar, dentro da programação da XXXII Jornada Cearense de Psiquiatria. O contato aconteceu pelo projeto de musicoterapia da psicóloga, o Som Saúde. No repertório, músicas compostas pela cantora, com arranjos de Ítalo Almeida e Marcello Santos, nos estilos mais variados. ``Tem balada, reggae, forró, samba, tango...``, adianta.